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  • DONS MINISTERIAIS
    Enviado por Min Cristo Reina em 29/08/2013 03:40:00 (806 leituras) Notícias do mesmo autor
    Estudos

    Os Dons Ministeriais

    Ef. 4:11-18

                  O Senhor Jesus, antes de subir ao Céu, confiou aos seus servos o cuidado e administração dos seus bens, a continuação da obra que Ele começou a fazer: Ensinar, pregar a Palavra, libertar os cativos, curar os enfermos, expulsar os demônios para que as vidas que Deus ama sejam salvas e cuidadas pela  Igreja.

     

                   É isto um grande privilégio, uma grande honra, e aos seus servos, cumpre nunca esquecer que, para tanto, homem nenhum será capaz, se por Deus não for chamado e habilitado.

     

                  Em I Co. 12:4 -11; Ef. 4:11 diz a respeito dos dons espirituais e dons ministeriais, sendo que Jesus Cristo concede os ministérios e o Espírito Santo distribui os dons, que tem a finalidade de capacitar estes ministérios.

                Efésios 4:7-14 Diz que Jesus deu dons a igreja." Mas a cada um de nós foi dada a medida conforme o dom de Cristo."

                   

    Por isso foi dito: Subindo ao alto levou cativo ao cativeiro, e deu dons aos homens.

                   

    Esta palavra aqui não é carisma, é uma palavra que se refere mais ao caráter do dom, do que o dom em si,  Jesus deu dons a igreja, aqui a palavra dons, não é a mesma de 1 Coríntios 12, que fala dos dons do Espírito Santo  

    ( carisma ). Aqui fala do dom que é dado em forma de ministérios aos homens, mulheres, pessoas. Os ofícios fala de pessoas,  Ele deu pessoas a igreja, esses dons aqui são em forma de pessoas com ofícios ou ministérios. 

    (A palavra carisma se refere aos dons espirituais, que são uma capacitação sobrenatural dada pelo Espírito Santo para exercer o ministério).

     

                Estes ministérios ou ofícios são: Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres. Segundo este texto o Senhor Jesus deu estes ministérios com a finalidade de aperfeiçoar e edificar os santos, para que o serviço no reino do Senhor fosse desempenhado por pessoas chamadas e capacitadas, todos exercendo o seu ministério de acordo com que recebeu do Senhor.

     

    Vejamos cada um deles:

     

    1º) Apóstolo: Este vocábulo pode ser encontrado 79 vezes no novo testamento, literalmente, significa enviado. ( do grego, enviado, mensageiro, embaixador ),

               

    A princípio era considerado apóstolo somente aquele que pertencia ao grupo dos doze, mais tarde, com o desenvolvimento da igreja vemos Paulo defender, diante dos gálatas, sua autoridade apostólica. Em suas cartas, ele  se identifica como: “Paulo, apóstolo de nosso Senhor Jesus Cristo.”

                Sendo um dom Ministerial, segundo lemos em Efésios 4:8. Sabemos com segurança que os apóstolos jamais estiveram ausentes da igreja, embora não mais receberam o mesmo título, continuam a realizar o mesmo trabalho daqueles que espalharam, de Jerusalém, a mensagem de Cristo. Missionários, ou apóstolos, enviados por Jesus continuam ativos na expansão do reino de Deus.

     

                Ä O título é usado para Cristo ( Hebreus 3:1 ).

                Ä Os doze discípulos escolhidos por Jesus ( Mateus 10:2 ).

                Ä O apóstolo Paulo (Romanos 1:1; 2 Coríntios 1:1; Gálatas 1:1) e outros (Atos 14:4,14; Romanos 16:7; Gálatas 1:19; 1 Tessalonicenses 2:6,7).

     

    Há uma característica no termo “Apóstolo” que é dada somente aqueles que estabeleceram a igreja, tinham autoridade total na igreja, no tocante à revelação divina da mensagem original do evangelho, como ninguém mais até hoje, isto é eles foram instrumentos do Espírito Santo, para revelação da palavra escrita. Ef. 2:20; 3:5; Ap. 2:2...

     

                No dicionário Larousse Cultural da língua portuguesa diz que Apóstolo são:

     1. ...os doze discípulos como os primeiros mensageiros do  evangelho chamados por uma vocação...

    2. Nome daqueles que pela primeira vez pregaram o evangelho em uma cidade ou país.

    3. Aquele que se dedica à propagação e defesa de uma doutrina.

    4. Pregador, missionário.

     

    Apostolado:

    1. Missão de um Apóstolo ou dos apóstolos

    2. Atividade visando a difusão da fé cristã

     

    Apostolar: adj. Edificante próprio de um apóstolo

    Apostolar: Vt. (Verbo transitivo)  pregar como apóstolo; ensinar publicamente.

     

    Pequena Enciclopédia Bíblica. Por Orlando Boyer.

    Apóstolo: embaixador, mensageiro, enviado extraordinariamente, pessoa que representa a pessoa que manda.

     

    Está relacionado a administração, implantação, fundação de igrejas e que tem autoridade para dar cobertura. A Igreja dos nossos dias não pode deixar de lado o ministério do apóstolo, pois isto trará uma grande influência para o crescimento do reino de Deus, implantação de Igrejas, e divulgação do evangelho.

     

    2º Profeta: "Proclamador de verdades inspiradas", Significa também "aquele que fala a outrem da parte de alguém" A finalidade do profeta na Igreja não é para acrescentar.

     

    Do dicionário teológico. Profeta: ( Do Hebraico nabi, do Grego prophetes ) O que fala por Deus ou em lugar de Deus. É o porta-voz da divindade, cuja missão é preservar o conhecimento e a vontade do Único e verdadeiro Deus.

                Você pode profetizar, mas isso não o torna um profeta. Todo profeta profetiza, mas nem todo que profetiza é profeta.

    Profeta é um ofício, Cristo deu dons aos homens. Profeta é uma pessoa, que tem um dom ministerial.

     

                Profeta é um ofício estabelecido na igreja, ele é um oficial na mesma, ele tem um ministério.            No profeta operam: A palavra de Sabedoria, a palavra de Conhecimento ou Discernimento de espíritos. ( Esses são dons de revelação ) Em 1Corintios 14:29 - 30, Paulo está falando a respeito da revelação.

                Não devemos, portanto confundir o cargo de profeta, com a simples manifestação da profecia.

     

                O verdadeiro profeta não é aquele que prega, embora quando pregamos estamos profetizando, profeta é um vidente e as marcas são sobrenaturais. Ele precisa operar pelo menos em dois dons do Espírito, (dons de revelação)

     

                Muitos trechos bíblicos revelam, acima de qualquer dúvida, ser um profeta do novo testamento um Dom ministerial, distinto, portanto, do que pretendem alguns ser o Dom de profecia, atualmente. Os dons ministeriais foram dados à Igreja depois que Cristo subiu às alturas, que, certamente, assim como os dons espirituais, se manifestou depois da descida do Espírito Santo, no dia de Pentecoste.

               

                Assim, podemos ver com clareza, que o profeta representava um Dom ministerial de reconhecida autoridade perante a Igreja.

                A prova disto é encontrada em Atos 13:1-3. Aqui temos uma reunião, em que estava presente um grupo de profetas, por quem disse o Espírito Santo: separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. O texto em seguida nos dá clara idéia da autoridade ministerial que tinham. Então, orando e jejuando, e impondo sobre eles as  mãos, os despediram. Isto nunca teria acontecido se não se tratasse de pessoas de reconhecida autoridade ministerial, pois o que aconteceu é muito semelhante ao ocorrido, sob a presidência de Paulo e Barnabé em Atos 14:23.

     

                Desde então o ofício de profeta permanece, não para acrescentar algo à perfeita revelação das escrituras, mesmo porque a atuação do profeta do novo testamento e completamente diferente do profeta do antigo testamento.

    A sua função é edificar, consolar e exortar o corpo de Cristo mediante o inspirado e inspirador Dom de um ministério que interpreta e aplica essas Escrituras com nova luz, vida e poder, a cada geração e a cada circunstância, por uma renovada e imediata operação do Espírito Santo (Donald Gee).

     

                É certo que o Espírito Santo não erra e não falha. A falha ou o erro é de instrumento humano. Se, contudo, não houvesse a possibilidade de falhas ou erros na profecia, seria desnecessária a recomendação de I Co. 14:29.

    Precisamos tremendamente do ministério profético na Igreja em nossos dias, mas do modo real e tão proveitoso como descreve o novo testamento!

     

    3. Evangelista: Significa proclamador de boas-novas ou o que leva o Evangelho da salvação, aquele que anuncia o evangelho de Cristo. Trata-se de um carisma específico, que capacita o crente a disseminar, de forma extraordinária, as boas novas.

     

                Evangelista é um vocábulo encontrado apenas três vezes no Novo Testamento.   "...Filipe, o evangelista..." ( At. 21:8 );    "Ele mesmo concedeu uns para evangelistas..." (Ef. 4:11 );  "... Faze o trabalho de evangelista..." ( 2 Tm.4:5 ).

    Como vemos, a primeira referência é a um homem como evangelista, a Segunda, ao Dom de evangelista e a terceira, ao trabalho de evangelista - um homem, o Dom, o trabalho.

     

    Atos 8 Mostra um verdadeiro evangelista, Felipe, ele possuía este Dom. embora neste período designado para servir como diácono,  ( At. 6:5 ) sua verdadeira vocação era de evangelista e neste texto ele começa a exercer seu verdadeiro chamado.

    A verdadeira marca de um evangelista são os dons de curar e operações de milagres. Se estas marcas não estiverem presentes na vida do evangelista ele será apenas um exortador ou pregador. Atos. 8:4-8 Mostra as operações dos dons na vida do evangelista Felipe, para capacitá-lo. Será com sinais e prodígios que os gentios serão impactados e se converterão ao evangelho.  Em  At. 21:8 confirma que ele era um evangelista. O Apóstolo Paulo exortou a Timóteo: Faze o trabalho de evangelista, ( 2 Tm. 4:5 ).

     

    De maneira geral todos temos a obrigação de pregar o evangelho. Mas, entre os santos, alguns são chamados para fazê-lo de forma mais dinâmica  eficiente, ousada, movidos por Deus de uma forma especial. Enfim de forma milagrosa.  No evangelista a paixão pelas almas atinge o ápice e consumação na forma dum ministério que domina e absorve toda a vida, seu coração pulsa por almas, por vidas, a vocação divina o inspira e anima, o amor pelas almas o move, o Espírito Santo o constrange.

     Ele é capaz de exclamar como Paulo:  ...Sobre mim pesa a obrigação (...) e ai de mim se não pregar o evangelho

    ( I Co. 9:16 ) Ele não é pastor, ele ganha e o pastor cuida. ( At. 8:26 ).

    Unção para evangelizar (Lc. 4:18; At. 8:25; 8:40; Ef. 2:17; IPe. 2:25 ).

     

    Jesus Cristo foi o evangelista modelo. Felipe foi grande exemplo de imitação do mestre. Pode ser tomado como paradigma deste importante ministério.

    Jesus tanto pregava às multidões como a um indivíduo. Felipe desprendeu-se da grande popularidade que já desfrutava em Samaria; deixou as multidões maravilhadas e, na direção do Espírito Santo, foi ao encontro de um único homem a quem evangelizou com o mesmo interesse e grande resultado para o reino de Deus. Uma tradição informa que no quarto século do cristianismo ainda existia uma Igreja Cristã na Etiópia, como fruto do testemunho daquele homem, ganho para Cristo por Felipe, na estrada deserta.

     

    Devido à incorreta concepção do ministério de evangelista, vemos, às vezes, um evangelista ocupado com uma pequena Igreja, completamente fora de sua função, ou mesmo, sem qualquer evidência deste Dom ministerial. É evangelista simplesmente porque alguém o determinou ou porque lhe deram este nome. Isto nada tem a ver com o verdadeiro ministério de ; isto não tem nenhum fundamento bíblico. Nem se pode admitir que seja o meio correto de descobrir vocação para o ministério.

     

    O trabalho de evangelista exige coragem e estas virtudes o imunizam contra o medo. Tudo isto se encerra na exortação de Paulo: “Admoesto-te que reavivas o Dom de Deus” (Timóteo tinha este ministério com vemos nas declarações de Paulo ) . As virtudes aí expostas correspondem às boas condições espirituais do evangelista e, de algum modo, de todos os crentes.

    É certo que o poderoso Dom de evangelista não é comum a todos os crentes; no entanto, a responsabilidade de pregar o Evangelho a toda  criatura é comum a todos os salvos, a quantos amam a Deus e a sua obra.

     

    4. Pastor: De  todos os ofícios do ministério cristão, o pastorado é o mais conhecido em nossos dias. Não raro, o título é dado até mesmo aos ministros em diferentes funções ministeriais. A função é tão honrosa, que o antigo Testamento freqüentemente atribui a Deus o título de pastor de Israel ( Jr. 23:4; Sl. 23:1; Sl. 80:1 ).

     

    O vocábulo originalmente aplicado a um guardador de ovelhas significa apascentador, guia, protetor (Is. 40:11 ). Estas definições correspondem às varias fases das atribuições e deveres do pastor. Como no caso dos demais ministérios, encontramos em Jesus o grande exemplo de pastor.

     

    Jesus como exemplo do bom pastor

    1. O bom pastor dá a sua vida pelas suas ovelhas.

    2. Conhece as suas ovelhas

    3. Guia as suas ovelhas

    4. Pastor e bispo das nossas almas, (1Pe. 2:25). Significa o pastor que tem verdadeiro cuidado de nossas almas, que as busca, alimenta e sustenta; que amas as suas ovelhas e as protege "sem tosquenejar". Como bispo de nossas almas, Ele as supervisiona, dirigindo-as sábia e convenientemente. Guia-nos com segurança em toda a nossa peregrinação neste mundo de perigos espirituais.

     

    O cuidado que Cristo tem de nós, como Pastor e Bispo  de nossas almas, pode ser expresso nestas palavras: " instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselhos" ( Sl. 32:8 ).

     

    Como temos falado - os títulos às vezes correspondem aos dons ministeriais, e estes se revelam na pratica e na função dignas da aprovação de Deus. Os dons espirituais devem determinar o ministério e este evidenciá-lo pelo seu caráter eficiente e pelas qualidades virtuosas dos que os possuem.

    O pastorado eficiente é um Dom de Cristo. Não depende de curso especial, nem é produto de treinamento. Cristo o deu à sua Igreja (Ef. 4:11). Não pode ser substituído por nenhuma preparação intelectual. A instrução, a preparação através de uma escola teológica é importante e fundamental para o exercício do ministério pastoral, para aqueles quem receberam o chamado, não há duvida de que este, para ser proveitoso, para ser uma verdadeira benção para a Igreja, necessita   ser um Dom vindo do alto ( Tg. 1:17 ).

     

    Em João 21:15-17, no diálogo que Jesus manteve com Pedro, antes de sua restauração ao ofício pastoral, o mestre usou dois termos, que sugerem dupla função do pastor, que são:

    1. Apascentar. "Apascenta meus cordeiros... apascenta minhas ovelhas". O vocábulo significa “alimentar, dar de comer, sustentar, nutrir". A linguagem é figurada e traduz o dever de doutrinar ensinando a Palavra, ministrar conhecimento, dirigir no bom caminho;
    2. Pastorear, guardar: pastoreia as minhas ovelhas. O sentido de pastorear vai alem de apascentar, isto é, o dever de guiar o rebanho, e não somente alimentar, mas conduzir ao pasto, ou mesmo prover pastagem para o rebanho. Nos tempos de seca, o pastor precisa encontrar erva e água para alimentar o rebanho. Era isto um tipo do pastor de almas, que, pela graça de Deus, deve sobrepor-se às diferentes crises que tenha que enfrentar, em condições de sempre prover o rebanho do vital alimento, pela orientação sadia, pela mensagem ungida, pela palavra vivificadora, ...alimentando com as palavras da fé e da boa doutrina bíblica...  (ITm. 4:6 ).

     

    É dever também do pastor de ovelhas proteger do mau tempo e dos animais ferozes ( Amos 3:12; I Sm. 17:34,35; At 20:28 ).

    Além disto, o ofício pastoral incluía a obrigação de buscar e recuperar a ovelha fraca e a doente ou desviada ( Ez. 34:8; Lc. 15:7). Para tudo isto é necessário aquele amor que Jesus enfaticamente indagou haver em Pedro ( Jo.21:15-17 ).

     

    As qualidades do pastor

    Como parte dessas funções, o ministério pastoral abrange os seguintes encargos:

    1)     Doutrinar os irmãos, isto é, ensinar os irmãos a andar e viver segundo a Palavra de Deus.   (I Tm. 3:2 ).

    2)     Apascentar o rebanho de Deus com cuidado e amor 0 I Pe. 5:1-3 ).

    3)     Exercer vigilância espiritual sobre o mesmo, proteger ( At. 20:28 ).

    4)     Admoestar com longanimidade, com amo ( At. 20:31; 2 Tm. 4:2 ).

    5)     Cuidar dos necessitados (Gl. 2: 9,10 ).

    6)     Visitar os enfermos e ajudá-los com ministração e oração da fé (Tg.5:14,15)

    7)     Cumprir o papel de despenseiro dos mistérios de Deus ( I Co. 4:1,2 ).

     

    Assim como na vida do evangelista os dons de curar e operações de milagres estão presentes como sua credencial, o pastor também é aquele que opera nestas mesmas manifestações, e, além disso, ele tem governos operando através do seu ministério.  Governar, administrar.

    Apascentar, pastorear, governar/administrar cabe àquele que recebeu do Senhor o Dom para isso, o evangelista não tem estas qualificações, ele evangeliza na unção, e a pessoa se converte, agora é com o pastor.

     

    Um homem que governa a Igreja de Deus. Só o homem que governa bem a sua casa terá suficiente autoridade para governar a Igreja de Deus (I Tm.3:5 ).

    Entre os dons ministeriais, Paulo menciona "governos" ou habilitação de Deus para pastorear apropriadamente a sua Igreja ( I Co. 12:28 ). Esta habilidade para governar inclui:

     

    1º - Capacidade para distribuição de serviço aos membros da Igreja. Agostinho diz: A cabeça dos desocupados é a morada de Satanás e os demônios procuram mãos ociosas para fazer a sua maligna obra.

     

    2º - Capacidade para administração financeira. A habilidade do pastor para cuidar dos negócios da Igreja de modo proveitoso e honradamente inspira confiança nos membros para contribuir. Desperta o interesse de todos os fieis.

    Governar é uma capacidade que não se deve subestimar, pois dele depende a boa ordem, a estabilidade e o progresso da Igreja em todos os sentidos.

     

    É uma necessidade imperiosa no ministério do pastor, com a responsabilidade de governar a Igreja de Deus.

     

    O apóstolo Pedro ensina (I Pedro 5:2,3).

     

    Aqui temos três regras de grande importância:

    1ª - Não por constrangimento, mas espontaneamente, com o coração.

    2ª - Nem por sórdida ganância, mas de boa vontade

    3ª - Nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelo do rebanho. (Pode mais a força do exemplo do que o exemplo da força).

     

    A função do pastor é guiar, servindo de modelo para o rebanho, sabendo que toda a autoridade edificante provém da Palavra de Deus, que o pastor ensina e pratica.

     

    O pastor que observa estas normas nunca lutará só; terá sempre a mão divina a ajudá-lo na solução de todos os problemas na Igreja. Terá paz e estará tranqüilo, na esperança de que, logo que o sumo pastor se manifestar, receberá a imarcescível coroa de glória (I Pe. 5:2,4 )

     

     

    Isto significa que o pastor, tendo em vista sua responsabilidade como administrador do rebanho ou administrador da Igreja, tem de se destacar também como expositor da Palavra de Deus.

     

    5. Mestre: Não é aquele que estudou muito, se não operar na palavra de conhecimento, sabedoria, ele não é um mestre estabelecido pelo Espírito Santo. O mestre é aquele que tem uma capacitação sobrenatural, unção para esclarecer, expor e proclamar a palavra de Deus. A fim de edificar, fortalecer e levar o corpo de Cristo (igreja) a andar nas verdades reveladas na palavra.

     

    Pela Palavra de Deus e pela função do pastor compreendemos que o Dom ministerial do mestre, deve operar  na vida do pastor. E isto será de muita importância e não duvidamos de que seja mesmo a vontade de Deus que o pastor tenha, de fato, um coração de pastor e o Dom de ensinar com segurança as verdades divinas, numa autêntica revelação das profundezas de Deus. Entretanto, são dois dons distintos, com suas características definidas à luz do Novo Testamento.

     

    Que este Dom ministerial ocupa lugar específico e muito importante no Novo Testamento é provado pelo fato de ser ele mencionado em todas três listas de ministérios, apresentadas respectivamente em Romanos 12:6-8; I Co. 12:28; Ef. 4:11.

    Um mestre realmente dado por Cristo e ungido pelo Espírito Santo pode ser de inestimável benção para a Igreja, como fator contribuinte para o "aperfeiçoamento dos Santos para a obra do ministério e a edificação do corpo de Cristo".

     

    A Palavra de Deus, apresentada na sabedoria do Espírito Santo, promove o preparo para o serviço, pois "é útil para o ensino..., a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Tm.3:16,17 ).

     

    Estes são ministérios dados pelo Senhor Jesus Cristo, para a edificação dos santos, para a realização da obra de Deus na terra, estes ministérios devem ser exercidos por aqueles que manifestarem chamados específicos.

     

    Se o chamado for pastoral receberá a unção pastoral, se for apostólica unção de Apóstolo, se for evangelista unção de evangelista, se for profeta unção de profeta se mestre unção de mestre.

     

    Obs. Não existe pastor evangelista, ou pastor mestre, ou pastor profeta, ou é um ou é outro.

     

    Por fim, oremos e supliquemos ao Deus eterno que ilumine os seu servos, àqueles que receberam um ministério, um chamado, que foi capacitado com os dons espirituais, que os inquiete a ponto de não se acomodarem em possuir meros títulos teológicos ou universitários. Esses têm o seu valor, no seu devido lugar, mas não substituem a provisão divina dos dons, sejam espirituais ou ministeriais. Que todos, com humildade e corações quebrantados, clamem ao céu, intercedam e busquem em Deus os recursos sobrenaturais dos dons, da unção e poder de Deus. Só assim poderemos cumprir a missão que nos foi confiada por Deus, pregar e ensinar o evangelho de Cristo, fazer discípulos. Só assim poderemos apresentar-nos aprovados por a Ele aprovados, como obreiros que não temos de que nos envergonhar, manejando bem a Palavra da verdade ( 2 Tm. 2:15 ). Só assim poderemos um dia ouvir do Senhor: "muito bem, servo bom e fiel, entra no gozo do teu Senhor" (Mt. 25:21).

    fonte: Igreja Apostólica Corpo de Cristo - Penha - São Paulo

    Pr. Eliezer Francisco Moreira 


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